Criado e mantido por:
Tiago Andrade
Ricardo Pedrosa

Primeiro Editorial

O Jornal grátis que hoje ecoa, nasce de uma vontade conjunta entre os diversos intervenientes, e julgamos que de muitas mais pessoas, em fazer chegar um novo meio de informação à desinformada comunidade raiana. Pretende ser uma publicação activa e moderna, nomeadamente para a zona de Riba Côa e Douro Superior, mas também uma referência nos media locais, bem como de toda a região transfronteiriça.

É também um projecto conjunto com os nossos amigos e irmãos espanhóis. Num enquadramento territorial e tendo em vista acima de tudo as nossas populações, vai de encontro a uma maior troca de vivências, de contactos e capacidades de leitura das linguas portuguesa e castelhana. Quer contribuir para uma inversão na desertificação e nos fracos índices de leitura. Dentro da pluralidade e do código deontológico jornalístico, tentará cativar e despoletar a comunidade civil, motivar a livre opinião, combater o medo e o preconceito. Oferece-se como um potenciador de ensino, cultura e conhecimento e será um contributo para o optimismo, a mobilidade e o desenvolvimento deste território. Numa primeira fase viverá de contribuições, de publicidade e da boa vontade dos vários intervenientes bem como da Direcção não remunerada. Respeitará os direitos de autor, de imagem, escrita e gráfica, bem como a lei de imprensa em vigor no território português e espanhol.

É um jornal que chega para fixar palavras, projectar as verdades ou inverdades que pairam apenas nos cafés. Aqui não se diz que disse, apenas se diz! Queremos dizer e respeitar o direito de resposta. "As palavras leva-as o vento" já diz o povo, os jornais também, mas ficará sempre um exemplar por aí algures num baú. No panorama de hoje, a comunicação social é sempre um processo de intenções e motivações, culturais, sociais, económicas ou políticas. Já ninguém as esconde, são inevitáveis, porque fazem parte da nossa condição humana.

À organização e complexidade das sociedades de hoje, muito devemos à palavra política que tem sido bastante maltratada. Fazer política é viver em comunidade, é persuadir o próximo a uma visão comum, é simplesmente a junção de esforços para uma vida mais organizada, mais justa e portanto melhor. Não somos um jornal doutrinário, mas sabemos todos ter ideias e ideologias e, por vezes, conseguimos ter uma visão aproximada sobre o Mundo. Não pretendemos ser um jornal de todos os acontecimentos, temos uma estratégia mensal e é a redacção que escolhe o que quer dizer ou relatar, que não restem dúvidas. Queremos dar voz aos menos lembrados, queremos tocar nas feridas, ajudar a uma maior compreensão dos problemas, porque a comunicação social não pode relatar somente um mar de rosas, tem de agitar, revolver de baixo para cima, investigar, contribuir para a discussão e o esclarecimento, pois, esse é o caminho das sociedades modernas. Temos uma grande vantagem, somos um jornal gratuito, vamos chegar a um maior número de pessoas, temos a criatividade ou a ingenuidade de acreditar que é possível fazer muito mais pela comunidade.

Temos essa esperança...

O Director

 

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